Software livre e Linux não presta. Tá bom…
Postado por Marcos Elias | Em Críticas, Softwares
AVISO: esse texto não deve ser lido por imbecis que comentam antes de ler o texto todo, por conter partes pequenas que podem ser engolidas. Ao persistirem os sintomas, vá pra PQP.
Você usa software livre, queira ou não.
Muita gente não gosta de Linux por “n” motivos, e transforma algumas dificuldades encontradas como ódio por todos os softwares livres. “Software livre é um lixo”, na mente de muitos. Não é por aí.
A liberdade não tem preço. Isso não quer dizer que os softwares livres devam ser necessariamente gratuitos, embora a maioria é.
Os softwares livres entregam à humanidade mais conhecimento, mais poder com relação aos nossos antecessores. Os softwares proprietários, não.
Se uma empresa de software proprietário, de código fechado, vem a falir, geralmente o software vai pro saco. Já era. Todo mundo abusa das versões existentes até então, mas ele não evolui mais. Morre.
Já com o software livre a coisa é diferente. Você tem acesso às rotinas do programa, e pode melhorá-las. Se um desenvolvedor morre, os outros podem continuar o trabalho. O conhecimento adquirido, assim como o software pronto (compilado) pode funcionar por muito mais tempo, e servir de base para muito mais gente.
Quando você começa um projeto fechado, deve fazer tudo do zero. Pode levar meses, anos para ter algo que outros já têm pronto. Com software livre não há isso. Você pode aproveitar partes já conquistadas, feitas por outras pessoas. E ainda pode compartilhar os resultados, para que mais pessoas se aproveitem do trabalho coletivo.
Há mais variações de software livre, é verdade. Enquanto existem umas 5 edições de Windows, existem “milhares” de versões de Linux. Há umas 10 ou 15 ou 20 versões de Windows em uso atualmente (incluindo Vista, XP, 2000, e as variantes Home Premium, Home Basic, Ultimate, Professional, Starter, etc). E Linux? Além das versões mais famosas, sempre há remasters e versões que nunca ninguém mais vem a conhecer, versões adaptadas para escolas ou grupos locais, que podem ou não chegar a mais pessoas.
Isso é bom ou é ruim? Definitivamente, é bom. Por mais problemas que venha causar, como compatibilidade, é bom. É livre. É de todos, quase um patrimônio público. Quase porque não é algo “sem dono”. Os produtores são referenciados e reconhecidos.
Quem odeia software livre, não viveria sem software livre hoje em dia. Mesmo que não saiba. Supomos que você nunca usou Linux. Já votou? Se votou nas últimas eleições (no Brasil), deve ter usado, pois há Linux rodando nas urnas. Mas há coisas mais próximas. Muitas aplicações para Windows são open source, mesmo com o sistema sendo fechado e pago.
Inno Setup. Quem nunca rodou um instalador feito com o Inno Setup? O NSIS também. São open source e usados por muitos programas, inclusive aplicações fechadas e até comercais.
Sites da web. O Linux lidera nos servidores web. Ao acessar a maioria dos sites você está usando o Apache, PHP, MySQL. Tudo software livre, só que rodado do outro lado da linha. Você não vê, mas o software livre está lá. O suor de pessoas (que às vezes você tanto odeia) foi derramado para lhe servir.
Todo mundo fala que GNU/LINUX é difícil. Linux não é Windows. Linux tem suas particularidades. Mas vendo dos dois lados, como usuário de Linux e Windows (ou Windows e Linux), o Windows também é difícil. Já perdi a conta de quantos amigos “noobs” me chamaram para instalar visualizadores de vídeos (codecs). A pessoa baixa filmes, o Windows nativo não roda alguns formatos, muitos deles. Windows é difícil [1].
Um amigo de um amigo não ficou um mês com um monitor widescreen, ele achou que tinha problema porque a imagem era achatada. Vendeu por uma pequena fração do preço pelo qual pagou, e comprou um monitor LCD no formato 4:3 tradicional. O “noob” não imaginava que precisava instalar um driver de vídeo da placa de vídeo dele para suportar resoluções wide. Para ele, Windows foi difícil [2], apesar de a culpa ter caído sobre o monitor.
Uma vizinha trocou o teclado e os acentos não funcionavam corretamente. Ela veio em casa para mim ver se o teclado tinha algum defeito. Era apenas o layout de teclado mal configurado. O Windows é difícil [3].
Quantas pessoas não pagam R$ 60 ou mais apenas para um pseudo-técnico (ou técnico mesmo) formatar o HD e (re)instalar o Windows? Se isso existe só pode ser porque Windows é difícil [4], pois se fosse fácil as pessoas economizariam esses R$ 60 reais e fariam por si mesmas a instalação.
E tirar vírus então? A turma abusa dos amigos mais “nerds” ou “geeks” quando o assunto é limpeza do PC. Qualquer coisa… Ah, meu PC pegou vírus. Windows é difícil [5], porque é difícil tirar vírus do Windows.
Eu poderia dar mais trocentos exemplos. Se você ama Windows porque é fácil e odeia Linux porque é difícil, reveja seus conceitos, páre um pouco de ser preconceituoso. Especialmente com o que você não tentou ver como funciona.
Ninguém é obrigado a usar esse ou aquele sistema (pelo menos no PC pessoal). Use aquilo com o qual você se sente melhor.
Linux é software livre, feito por pessoas, geralmente não tem obrigação de suporte. Se der problema, se vire. Você precisará se acostumar com isso. Recorrer à comunidade de forma educada geralmente ajuda. Mas você não pagou pelo sistema, o desenvovedor não te deu garantias.
Windows é software privado, feito por pessoas em nome de uma empresa, sem ter sua receita divulgada. A Microsoft dá suporte ao Windows. Se der problema, se vire da mesma forma. Quantas vezes um bug não fica um tempão sem solução?
Para ambos os sistemas há suporte pago, de qualidade variável, feito por especialistas e entusiastas. Se Windows fosse muito mais fácil do que Linux não existiriam as certificações da Microsoft, e o mercado de técnicos de informática não seria tão grande - especialmente em empresas que mantém várias máquinas Windows, tanto servidores como clientes.
Tudo é relativo. Se não quer usar LINUX, não use, mas também não xingue. Software livre, queira ou não, você acaba usando, mesmo sem saber. E há uma tendência de cada vez mais aplicações serem livres, caso contrário não terão sucesso a longo prazo.
Obs.: Eu “brinco” com Linux e Windows, já xinguei Linux aqui nesse blog “zuando” com erros diversos, comentei sobre mitos e fatos de Linux, bugs, etc. Não leve a sério. O foda é que tem gente que leva.
Fatos e mitos sobre Linux
Postado por Marcos Elias | Em Críticas, Softwares, Web e Internet
Depois de mais um Linux fail, que não me deixou experimentar o Sabayon, eis aqui…
Desenvolvedores Linux, em sua maioria, nunca viram um monitor widescreen na vida.
Desenvolvedores Linux não são das antigas: nunca tiveram um mouse serial.
Desenvolvedores Linux não se preocupam com as pessoas de outros países. Deixar configurado apenas o keymap do teclado local está ótimo.
Desenvolvedores Linux são avessos a netbooks.
Desenvolvedores Linux não gostam de efeitos 3D. Quando gostam, só pensam no seu PC.
Desenvolvedores Linux não ouvem MP3. Ouvem OGG.
Desenvolvedores Linux não baixam filmes em rmvb do Tela Quente ponto net. Eles assistem a vídeos institucionais que vêm no CD de instalação dos seus sistemas.
Linux não precisa desfragmentar nem verificar o disco. Give root password for maintenance (or type Control-D for normal startup)…
Linux não fica dando tela azul. Dá tela preta com um # e diz “agora se vira”.
Linux não dá tela azul quando não consegue configurar o vídeo. Linux dá tela cinza, descontrolada, com o cursor fora do meio da tela, cheia de faixas.
Usuários de Linux não existem. Existem desenvolvedores, geeks e curiosos. Para todas as pessoas restantes, é recomendável se manter longe do sistema.
A Microsoft Canonical acha que todo mundo tem um PC com 512 MB de RAM. Senão não é ser humano, afinal o Ubuntu é Linux para seres humanos. Viva o Windows XP, que pode rodar de boa com 256 MB.
Linux não é de graça. Você gasta muito com remédios para dor de cabeça depois, e para cobrir o tempo perdido se batendo.
Desenvolvedores Linux não estão nem aí para os usuários. Funciona? Ótimo. Não funciona? Foda-se.
Afinal, desenvolvedores Linux não ganham diretamente dos usuários. Estes não têm o direito de reclamar.
Linux é uma merda. Windows? Também.
Postado por Marcos Elias | Em Críticas
Linux é uma merda. Um lixo. Windows também.
Baixei o Epidemic 3.0 todo feliz, gravei em DVD e fui testar. Numa VM do VirtualBox ele não quis funcionar, a tela ficava preta.
Reiniciei o PC e dei boot normal: legal o visual, a inclusão do driver da NVIDIA também funcionou legal. Meu monitor de 22 também teve sua resolução correta detectada. Ótimo, vamos navegar! Iceweasel com aquelas letrinhas horrorosas? Credo. Odeio Debian e seu movimento anti-Firefoxita. Tá, não tem outro vai o Iceweasel mesmo. Mas nada de conectar a rede!
Estava num ADSL com o modem configurado como roteador. DHCP basicão, nada. Para alterar as propriedades da conexão era necessário a senha de root. Não deu pra usar o sudo porque o usuário do liveCD não estava na lista do sudo. Beleza, desisti, reiniciei e voltei pro Windows pois tenho coisas a fazer - mais tarde mexo melhor no Epidemic.
Se fosse um usuário normal, comum:
o Linux é uma merda
o Linux é difícil pra trocar a senha
o Linux não conecta na Internet automaticamente
o Linux não funciona
etc
Que raios de sistema é esse?
Não é culpa do Epidemic, nem deve ser dos desenvolvedores dele. Há toda uma coisa “má” que faz com que os programas de computador não funcionem corretamente. Linux é uma merda? Não necessariamente. DHCP é uma merda. Computadores são uma merda. As pessoas são uma merda!
No Windows mesmo, tem horas que sofro pra conectar. Aliás está em DHCP (como roteador PPPoE) porque a conexão “ADSL com autenticação” sempre me encheu o saco, frequentemente ao reiniciar o modem (ou do nada mesmo, num belo dia ligo o PC e…) não conecta, não conecta e não conecta! Conectando através de miniporta… E nada. Odeio essa tela. Já fiquei mais de 1 hora sem internet porque o fdp do Windows não conectava, mas a tela de configuração do modem sim.
Começo a achar que é meu modem DSL 500B que está indo pro saco, e não completa legal a conexão com o PC. Acontece até no notinho (no meu netbookinho). Usar o roteador wireless pra conectar na porta com fio é bobeira, eu usaria uma tomada a mais e consumiria mais energia #horadoplaneta …
Um dia ainda quebro esse modem. Tem Linux que conecta direto, tem Linux que não conecta. Tem Windows que conecta, e em outros momentos o mesmo Windows não conecta, é necessário reiniciar trocentas vezes o PC, desligar e ligar o modem e tal.
E o que me dá raiva: é o tradicional “conecta mas não navega”, quase sempre a tela de configuração do modem pode ser acessada (10.1.1.1). Aff… Um dia ainda vou largar os computadores. Nem que seja em protesto pelas tantas dores de cabeça.
Ah, não me critique pelo título sensacionalista. Em outras palavras até o Morimoto falou mal do estado atual do Linux. A saber, gosto e uso Linux, especialmente em servidores.
Update: precisei fazer uma coisa no Puppy e deu a mesma coisa: conecta, mas não navega. Linux é uma merda. Meu roteador é uma merda.
Bloquear blogs em empresas é certo ou errado?
Postado por Marcos Elias | Em Críticas, Web e Internet
Vi um post sobre bloqueio de blogs em diversos ambientes, no Blog do Catarino (entre outros blogs também, como o GF Soluções). Segue minha posição…
Depende da política da empresa.
Se fornecerem acesso à web pra “uso livre”, teriam que liberar, seria pura tolice bloquear blogs pelo termo genérico “blog”. Seria a mesma coisa: se um site .com.br tem vírus então que tal bloquear todos os q tem .com.br?
Maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas
O acesso fornecido na maioria das empresas é para uso interno, pelo funcionário a favor, a serviço, para uso da empresa. Exemplo: acessar o sistema deles, intranet, tabelas disso e daquilo, páginas autorizadas. Ae não sou contra bloquear não e dependendo do tipo de emprego até se faria necessário o controle, não de blogs em si mas de todos os outros sites que possam prejudicar o desempenho do usuário em serviço, assim como orkut, MSN pessoal, pornografia, etc. O funcionário, trabalhando pra empresa, usa o computador dela e o acesso à Internet ali fornecida como uma ferramenta da empresa, sendo então inadequada para uso pessoal. Ele que coloque Internet em casa e/ou acesse em lan houses, se não tiver tempo ou dinheiro - o que infelizmente é uma realidade.
O legal é o diálogo. Empresas que têm um bom diálogo, como uma família unida, não precisariam de bloqueios. Os funcionários “ideais” saberiam quando é hora de serviço e hora de usar a Internet para uso pessoal. Fora que o bloqueio desanima, reduzindo indiretamente a produtividade… Mas o “ideal” está longe de ser obtido, há “pessoas” e mais “pessoas”…
Agora em bibliotecas, escolas, etc, sou totalmente contra: bloquear por termos genéricos como “blog” fere a liberdade de expressão e impede que as pessoas acessem determinado conteúdo. Poxa, estamos no Brasil, não na China. Bloquear genericamente por URL é uma forma besta de tentar ser o “tal”. Um “administrador de sistemas” que faz isso com o termo “blog” num ambiente educacional ou de pesquisa, por exemplo (incluindo bibliotecas e escolas) é no mínimo irresponsável. Há muito material útil e sério hospedado em sites de blogs gratuitos, ou então com o termo “blog” na URL.
PQP, perdi dois domínios devido a lerdeza numa empresa de registros!
Postado por Marcos Elias | Em Críticas
Sites nacionais são uma porcaria para registro de domínios viu… Perdi DOIS BONS DOMÍNIOS essa semana com uma mesma empresa de hospedagem pelo “delay” com o qual verificam o pagamento e os domínios…
Já tive atrasos com outras também, quase todas demoraram quase um dia ou mais para registrar. Nos outros casos não foi problema, pois eram nomes meus ou coisas não concorridas… Mas esses dois, PQP estou ferrado de tê-los perdido por uma certa empresa. E não, não foi roubo de domínio - a empresa é honesta, apenas LERDA.
Não vou citar qual é, afinal demora tive com várias, e se precisasse dessas várias com certeza também perderia tais domínios.
Não gosto muito de fazer em sites internacionais devido o preço, vai que no futuro o dólar sobe… Pra que pagar em dólares o que posso pagar em reais?!
Poxa, o Google com a GoDaddy registrou um domínio em menos de uma hora da solicitação e pagamento, e os outros… Aff. Decepção. Raaaaaiva, ódio =\

