Como é a vida de um blogueiro que vive da Internet

Como é trampar na web? É bom e ruim, tem seus lados positivos e negativos…

Para muita gente e “parentes” (que não considero familiares) eu sou um vagabundo: não trabalho, durmo até tarde, fico acordado de noite, saio no meio da semana e volto a hora que quiser… Mas não peço nada pra ninguém, nem devo nada a ninguém. Claro que tenho muitas conquistas a fazer (a saber, uma casa e um ônibus, de preferência articulado de uns 18m); se bobear trabalho muito mais do que meio mundo que me critica.

Trabalho em casa, de forma que não tenho tempo gasto com condução, nem preciso faltar por causa de chuvas, greves, etc (desde que a Teleoffnica mantenha a Internet funcionando). Não tem um chefe no meu pé. Trabalho digamos em 2 empregos, um meu por conta e como editor de notícias no Guia do Hardware.

Pontos negativos? Vários.

Fico um tanto quanto sozinho no PC, várias horas por dia. Nem tudo é lazer. Coisas a entregar, textos a publicar, páginas a montar, pesquisas, digitação de coisas pensadas e boladas off line, etc. Preciso ter horários mais organizados, coisa que me falta, eu sei. Num escritório eu teria alguém para conversar, trocar idéias, xingar, brigar, etc…

Como quando dá fome (às vezes deixo atrasar um pouco, rsrs dependendo do que tenho que fazer). Durmo qunando dá sono (mas também viro a noite sem dormir terminando coisas).

Não tem aquela funcionária gostosa da empresa pra paquerar, cantar, comentar com os amigos que saí com ela na noite passada (sendo que no máximo nos despedimos no ponto de ônibus rs), etc.

Não tenho horário pra entrar nem sair. Confesso que muitas vezes atraso serviços. Isso resulta em uns puxões de orelhas, nem sempre de outros, mas de mim mesmo.

24 horas por dia é pouco. Entre trabalho e um pouco de uso pessoal, trabalho mais de 8 horas por dia. Não vou divulgar valores, mas ganho algo razoável, dá pra viver mais ou menos (mais pra menos, mas ainda assim acima da média de muita gente que trabalha 6 ou 8 horas por dia).

A rotina cansa, como em tudo, cansa. No trabalho muitas pessoas reclamam da cadeira, da mesa, do ambiente, dos colegas, do local, do restaurante… Eu reclamo da mesa, da posição das coisas na casa, da falta de uma árvore ao lado do PC. Da cadeira, que até agora não é nada adequada para ficar várias horas sentado, mas ainda não troquei. Sem falar as interrupções causadas quando alguém vem chamar pra reinstalar o Windows, furar uma parede ou buscar por tal coisa no Google. Todavia, quando estou de saco cheio, nada como ir tirar fotos de ônibus, sair com amigos ou ir comer fora em algum bairro longe do meu (indo e vindo de ônibus e/ou metrô, claro!).

Se eu não trabalho alguns dias seguidos por qualquer problema, a renda que entra é menor. E com isso eu me ferro, tenho preocupações… Afinal tenho trocentas coisas para pagar todo mês, como muita gente, quase todo mundo (água, luz, telefone, internet, manutenção dos domínios que sendo vários me geram um gasto diário, hospedagem dos sites, carregar o bilhete único do transporte, fatura do cartão de crédito, etc).

Enquanto meio mundo está se divertindo na balada ou na praia no final de semana, geralmente eu estou revisando estatísticas no Analytics, verificando os ganhos e gastos, checando domínios a expirar, configurando novas campanhas no AdWords, respondendo comentários ou e-mails (especialmente os emails de 2 semanas atrás que ainda não deu pra responder; falando nisso, neste exato momento eu tenho uns 30 emails pra responder, alguns com mais de 15 dias na fila), escrevendo posts para os blogs, editando alguma coisa ou pensando em mais sites e blogs a montar…

A alta do dólar assusta, pois alguns serviços web eu contrato no exterior. Todavia, para os sistemas que pagam em dólar, acaba sendo melhor, acabo ganhando vários reais a mais.

O atraso de alguns pagamentos às vezes acaba comprometendo outras coisas, dá uma preocupação às vezes. Parcerias revistas ou canceladas também podem influenciar uma quantia significante de dinheiro a mais ou a menos, o que é variável. Uma fonte de uns R$ 600 que me deixa de entrar acaba ferrando o dinheiro para pagar as contas, retirando das outras fontes acabo ficando menos para uso livre ou reparo de emergências (um problema no HD ou na fonte, por exemplo; afinal sem PC não teria trabalho, sendo um dia perdido para mim).

Pontos positivos? Muitos.

Saio praticamente quando quero, não devo satisfações à ninguém. Se atraso alguma coisa, assim que possível reponho à tarde ou à noite, ou na madrugada do outro dia, quando volto. Se eu estiver muito cansado, fica pro outro dia ou pro próximo final de semana.

Se tem um evento que eu esteja muito afim de ir, eu vou e pronto. Na reorganização dos meus horários e compromissos ninguém toca.

Liberdade é a palavra chave. Não é fácil ser blogueiro, mas ganhar dinheiro com aquilo que gosta, é algo essencial pra ser feliz na vida profissional.

É isso…

Não venham me pedir emprego, rsrs como já vi em outros blogs… No momento não tenho como pegar funcionário, na verdade até gostaria para expandir alguns projetos. E não existe “segredo” para ter blogs que rendam dinheiro. Este blog, a saber, no marcoselias.com.br, não me rende R$ 2 por mês, mantenho só para postar esses textos, a quem possa interessar. O faturamento vem de projetos sérios, mantidos e encarados profissionalmente. Claro, com amor ao que faço.

Se você quer uma forma fácil de ganhar dinheiro, faça o Megabônus, que tem um investimento de praticamente R$ 0,00, basta vontade e dedicação; vejo que a médio-longo prazo o que ganho com ele poderá superar facilmente tudo o que ganho com todos os meus sites juntos. Saiba mais aqui. Nota: a mensalidade de R$ 6 não é cobrada nos meses que o cartão não é usado.



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